Do bastidor à linha de fogo: Allan Pereira assume risco político ao entrar de frente nas disputas da gestão Márcia
A política de Serra Talhada começa a revelar novos movimentos de olho no próximo ciclo eleitoral. Um deles passa pela mudança de postura de Allan Pereira, que saiu de uma atuação mais discreta nos bastidores para assumir um papel de maior exposição dentro do grupo da prefeita Márcia Conrado.
Após o rompimento com o Avante, partido comandado em Pernambuco por Sebastião Oliveira, Allan passou a ocupar um espaço diferente no tabuleiro político local. Antes próximo de um grupo que hoje está em outro campo, o secretário passou a aparecer com mais frequência na linha de frente dos embates envolvendo a gestão municipal.
A mudança de postura tem um elemento central: assumir o risco da exposição. Ao invés de evitar pautas de maior desgaste, Allan passou a se colocar diretamente nas discussões mais sensíveis, entrando em temas que envolvem adversários políticos e disputas por narrativa.
O episódio mais recente foi a polêmica envolvendo a iluminação do acesso ao Residencial Vanete Almeida, uma pauta que acabou colocando no mesmo cenário a prefeita Márcia Conrado, a governadora Raquel Lyra o deputado Luciano Duque e Miqguel Duque.
Horas antes do ato relacionado à iluminação do acesso, Allan foi às redes sociais reafirmar que a intervenção sairia do papel e atribuiu a execução à gestão municipal.
“Vanete Almeida vai ter iluminação do acesso sim! (Lembrando que é com recurso próprio da gestão Márcia Conrado!)”, publicou. O tom de confronto continuou durante o ato oficial : “Disseram que iam fazer e não fizeram”.
Na mensagem, o secretário destacou que o residencial havia sido entregue há poucos meses, mas que o acesso já existia há mais de um ano, defendendo que a solução viria por iniciativa da Prefeitura.
A declaração colocou Allan novamente no centro de uma disputa política, longe de usa órbita.
O movimento chama atenção justamente pelo grau de exposição. Ao assumir a defesa pública da gestão e entrar no confronto direto, Allan também assume o outro lado dessa escolha: a possibilidade de receber críticas, cobranças e ser responsabilizado pelos embates que vierem pela frente.
Mas essa posição tem um preço. Ao sair dos bastidores e ir para a linha de fogo, Allan deixa de ser apenas um nome que participa das discussões e passa a ser um dos rostos associados a elas.
A partir de agora, cada confronto também passa a ser um teste sobre o tamanho do espaço que ele pretende ocupar no futuro político de Serra Talhada.
Do Júnior Campos
