Fabinho do Sindicato entra na polêmica e diz que comissão acertou ao anular eleição do CMDRS
O secretário de Agricultura de Serra Talhada, Fabinho do Sindicato, se pronunciou sobre a anulação da eleição do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), pleito que havia resultado em derrota para o grupo político da prefeita Márcia Conrado.
Durante entrevista ao radialista Francys Maya, pela Rádio Vila Bela, Fabinho negou qualquer interferência irregular da gestão municipal no processo e afirmou que sua participação no conselho vem de muitos anos, desde o período em que atuava no sindicato rural.
“O Conselho Municipal é um instrumento que trabalha junto com as associações e tem uma grande parceria com a Prefeitura Municipal de Serra Talhada. Serra Talhada é um dos poucos municípios que mantém esse conselho funcionando para levar serviços às associações”, afirmou.
O secretário destacou ainda que acompanha o conselho há mais de uma década. “Participo do conselho como membro desde a época em que dirigia o sindicato. Então, minha presença nas reuniões vem de muito distante. Não é só agora porque estou na Secretaria”, declarou.
Sobre a anulação da eleição, Fabinho disse que a decisão seguiu o que determina o estatuto da entidade. Segundo ele, a comissão eleitoral identificou divergências nas informações repassadas à Chapa 2, ligada ao governo municipal.
“A chapa recebeu uma relação informando que existiam 65 associações aptas a votar, mas no dia da eleição votaram 90 associações. Houve uma diferença. A chapa recorreu dentro do que prevê o estatuto e a comissão, por unanimidade, reconheceu essa falha”, explicou.
Fabinho reforçou que, na visão dele, não houve fraude, mas sim um problema de comunicação e organização do processo eleitoral. “Todo ser humano está sujeito a falhas. O estatuto é claro: quando há uma falha reconhecida no processo, deve haver uma nova eleição”, disse.
O secretário também saiu em defesa da comissão eleitoral e afirmou que o novo pleito seguirá os parâmetros legais previstos no estatuto do conselho. “Eu acompanho eleições sindicais e de associações há muitos anos e sempre defendi que tudo seja transparente, independentemente de quem vença”, completou.
A declaração acontece após, Eliane Souza, acusar o grupo governista de perseguição política e interferência no processo eleitoral. Ela afirmou ao Portal Júnior Campos que foi exonerada do cargo que ocupava após decidir disputar a presidência do conselho e criticou a decisão da comissão eleitoral por, segundo ela, ter anulado a eleição sem garantir direito de defesa à chapa vencedora.
