Miguel Coelho admite candidatura independente ao Senado caso falte espaço na chapa de Raquel Lyra
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), reafirmou que sua caminhada rumo ao Congresso Nacional segue firme, mesmo diante das complexas articulações de bastidores na base governista.
Em entrevista, o político rechaçou qualquer risco de recuo e abriu as portas para uma candidatura independente, modalidade informalmente conhecida no meio político como “avulsa”, caso a chapa majoritária liderada pela governadora Raquel Lyra (PSDB) não consiga comportar todas as postulações aliadas.
“Se não tiver espaço dentro da chapa da governadora Raquel para as duas postulações da federação, não tem problema, a gente sai independente, que é o que vocês chamam de avulso”, declarou Miguel.
Agenda mantida e foco nas ruas
Ao ser questionado se o cenário de indefinição partidária traria riscos à sua postulação, Miguel Coelho foi enfático ao negar qualquer recuo. Ele destacou que a melhor resposta aos rumores de bastidores é a continuidade de suas agendas políticas pelo estado de Pernambuco.
O ex-prefeito mencionou, como exemplo de sua força política e alinhamento com o governo, sua participação no lançamento da candidatura dos aliados Marcelo e Gustavo Gouveia, em Paudalho, evento que contou com a presença da própria governadora.
“Deixa o povo escolher”
Para Miguel, a disputa interna por espaço é legítima e reflete a pluralidade de forças que apoiam a atual gestão estadual. Ele defendeu que a existência de múltiplos nomes, como o dele e o de Eduardo da Fonte (PP), fortalece o cenário e que a palavra final deve ser dada pelo eleitorado nas urnas.
“Eu acho que é legítimo tanto a candidatura de Miguel quanto a de Eduardo. E aí a gente sai independente e deixa o povo escolher. Isso aí é o processo natural, até porque isso é uma democracia”, concluiu o pré-candidato, sinalizando que a falta de um consenso formal não será um impeditivo para os seus planos eleitorais.
