Miguel Duque defende desenvolvimento do Sertão, critica saúde de Serra Talhada e cobra menos política da gestão Márcia Conrado

Em entrevista ao podcast ElesPod, o ex-presidente do IPA, Miguel Duque, reforçou sua pré-candidatura a deputado federal com um projeto focado no desenvolvimento econômico regional. Defendendo que o Sertão precisa encontrar seu “motor próprio” para romper com a dependência histórica de serviços e comércio.

“Eu quero trazer esse debate. A gente precisa discutir a economia da nossa região, porque quando a economia cresce, cresce toda a região.”

Miguel aposta em grandes obras estruturadoras como alavancas de progresso, citando o Canal do Sertão como um exemplo fundamental de planejamento estratégico: Só o projeto do Canal do Sertão custa mais de 100 milhões. A execução é um projeto de 3 bilhões, mas depois que fizer aquilo ali, há estimativa de que ele se pague pelo desenvolvimento que gera.

 Para ele, é preciso pensar o Pajeú com a mesma visão de futuro aplicada à irrigação no Araripe, garantindo renda e dignidade: “O sonho que a gente tem que ter na nossa região é para o desenvolvimento econômico, para que o nosso povo possa se desenvolver, criar renda.”

CENÁRIO POLÍTICO EM SERRA TALHADA

O embate político em Serra Talhada domina o cenário, com Miguel Duque adotando uma postura mais firme contra a gestão da prefeita Márcia Conrado (PT). O pré-candidato aponta um descolamento entre as prioridades do Palácio Municipal e as urgências da população, tratando a pré-candidatura do esposo da prefeita, Breno Araújo (PT), a deputado estadual, como uma manobra focada na sobrevivência do grupo político.

“Bom, eu entendo que para ela, projeto político dela, pra sobrevivência política dela, é importante ela tentar eleger o marido dela, mas e eu acho que Serra Talhada perde’, avaliou.

Além da crise na infraestrutura urbana, que Miguel define como um “rally” diário, o pré-candidato denunciou o descaso na saúde pública.

“Lisbeth [Secretária de Saúde], inclusive, prejudica muito Breno. Eu acho que a saúde de Serra Talhada é um dos principais problemas hoje. E quem diz isso não sou eu, é o povo da nossa terra. Eu sinto que ela não faz uma boa gestão, sendo muito direto e sincero. Não é pessoal, é realmente uma opinião como político, respeito como indivíduo, como gestora não faz um bom trabalho. A as pessoas reclamam muito da saúde de Serra Talhada, atenção básica..”, pontuou Miguel.

Segundo Miguel, a prefeitura prefere “fazer política” a enfrentar problemas estruturais, enquanto a ausência de gestão eficiente sobrecarrega o sistema de saúde e ignora o potencial de crescimento que a cidade deveria estar vivendo. “O que me incomoda um pouco é que eu vejo que hoje o governo parou de pensar o desenvolvimento da cidade e começou a pensar politicamente”, cravou.

Do Júnior Campos

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