Pastor Eurico denuncia “jogo sujo”, fala em falcatrua e reage à crise na Federação PSDB/Cidadania
A convenção da Federação PSDB/Cidadania em Pernambuco, realizada nesta sexta-feira (31), foi marcada por tensão política e disputa jurídica após a mudança no comando estadual do Cidadania. A alteração, que colocou Nilton Mota na presidência da legenda em Pernambuco, provocou forte reação de dirigentes do PSDB e de aliados da governadora Raquel Lyra (PSD).
Durante entrevista ao Blog Cenário, o deputado federal Pastor Eurico (PSDB) afirmou que houve uma tentativa de inviabilizar a convenção e classificou a movimentação como um “jogo sujo” da política.
Segundo o parlamentar, até a noite de quarta-feira (29), a convenção transcorreria normalmente. Entretanto, na manhã do dia seguinte, a direção nacional do Cidadania destituiu o diretório estadual do partido e nomeou uma nova comissão provisória, presidida por Nilton Mota.
“Fomos surpreendidos. Foi destituído todo o diretório e toda a direção do Cidadania em Pernambuco, sendo colocadas outras pessoas. Depois tentaram, juridicamente, inviabilizar a nossa convenção”, afirmou.
Apesar do impasse, Pastor Eurico disse que a convenção foi mantida porque, segundo ele, a Federação PSDB/Cidadania permanece constituída e a mudança interna no Cidadania não impediria a realização do ato.
O deputado reafirmou que continuará ao lado da governadora Raquel Lyra e negou qualquer possibilidade de composição com o grupo de oposição ao governo estadual.
“Eu tenho o direito de escolher com quem vou seguir. Ninguém pode impor para mim com quem devo caminhar ou fazer chapa. Vamos continuar defendendo a mesma bandeira”, declarou.
Ao comentar a mudança no comando do Cidadania, Pastor Eurico elevou o tom das críticas.
“Isso fere todos os princípios da democracia. É nada mais, nada menos, do que uma falcatrua. É um jogo sujo, podre, que infelizmente acontece na política”, disse.
Entenda a crise
A crise começou após a direção nacional do Cidadania substituir o comando estadual da legenda em Pernambuco e nomear Nilton Mota para presidir o partido no Estado. A mudança alterou o cenário político da federação e gerou uma disputa entre grupos alinhados à governadora Raquel Lyra e ao ex-prefeito do Recife, João Campos.
Aliados de Raquel sustentam que a alteração ocorreu às vésperas da convenção com o objetivo de mudar o posicionamento político da federação em Pernambuco. Já o novo comando do Cidadania defende a legitimidade da decisão da executiva nacional.
O caso deverá ter desdobramentos tanto na esfera política quanto na Justiça Eleitoral.
