“Pino da granada”: disputa entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho empurra impasse ao Senado para o colo de Raquel Lyra
A poucos dias das convenções partidárias, a definição da vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra virou um verdadeiro campo minado na política pernambucana. A metáfora perfeita para o momento veio do deputado estadual Luciano Duque (Podemos): em entrevista ao podcast ElesPod, do Portal Júnior Campos, ele resumiu o braço de ferro entre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) como um jogo de risco onde quem paga a conta política é a chefe do Executivo.
“É como se Miguel e Dudu tivessem tirado o pino da granada e botado no colo de Raquel para ela decidir. Se tu não me escolher, eu vou ficar com raiva de tu; o outro da mesma forma. A política não é isso. A política é a construção de um projeto.”
O aviso de Duque coloca o dedo na ferida: a briga interna da Federação União Progressista deixou a governadora diante de uma escolha em que o desgaste parece inevitável. De um lado, Eduardo da Fonte exige a vaga alegando a força e o peso institucional do Progressistas. Do outro, Miguel Coelho sustenta que a escolha deve focar na competitividade e nos números das pesquisas eleitorais.
Para evitar que o “pino solto” cause uma explosão na base governista, Luciano Duque (PODEMOS) defende que Raquel (PSD) não assuma essa conta sozinha. Integrante da bancada de sete deputados do Podemos, hoje uma das maiores forças da ALEPE, o parlamentar prega uma decisão construída coletivamente, consultando prefeitos, deputados e dirigentes da base aliada.
Até lá, entre trocas de farpas e movimentações intensas nos bastidores, a bomba continua no colo do Palácio. A palavra final caberá à convenção da Federação União Progressista, em uma das decisões mais estratégicas, e delicadas da montagem da chapa governista.
