Alepe muda de cara: quem perdeu a reeleição, quem está deixando a Casa e quem chega pela primeira vez em 2027

A Assembleia Legislativa de Pernambuco terá uma nova configuração a partir de 2027. Dos 49 deputados eleitos neste domingo (4), 31 já exerciam mandato na Casa, enquanto 18 chegam para a nova composição. A renovação, considerando a Alepe que estava formada antes da eleição, é de cerca de 37%.

Entre os atuais deputados que não conseguiram permanecer estão Claudiano Martins Filho, Pastor Cleiton Collins, Diogo Moraes, Doriel Barros, Edson Vieira, Gilmar Júnior, Henrique Queiroz Filho, Joel da Harpa, Júnior Matuto, Mário Ricardo, Nino de Enoque, Romero Albuquerque, Romero Sales Filho e William Brígido. Eles disputaram a eleição para deputado estadual, mas ficaram fora das 49 vagas.

Já outros parlamentares deixam a Alepe por caminhos diferentes. Izaías Régis, Rosa Amorim e Socorro Pimentel disputaram a Câmara Federal. Maria Arraes, que era deputada federal, fez o caminho inverso e foi eleita para a Assembleia. Simone Santana não disputou a reeleição. E Waldemar Borges morreu em julho, deixando a vaga que passou definitivamente para Cayo Albino.

QUEM CHEGA

Entre os nomes que não estavam na composição da Alepe no momento da eleição e agora conquistaram uma cadeira estão Gilson Machado Filho, André Ferreira, Lara Santana, Maria Arraes, Batista Cabral, Janjão, Bruno Marques, Jobson Almeida, Professora Ivete Caetano, Romerinho Jatobá, Fábio Aragão, Vini Castello, Andréa Medeiros, Emerson Freitas, Breno Araújo, Zé de Irmã Teca e Sebastião Oliveira.

Aqui também é preciso fazer uma distinção: nem todos são estreantes na política ou na vida pública. André Ferreira, Maria Arraes e Sebastião Oliveira, por exemplo, já tiveram mandato federal. Roberta Arraes também retorna à Alepe.

Cayo Albino não entra nessa lista. Ele já era deputado e foi reeleito com 60.753 votos.

PSB E PSD DIVIDEM A LIDERANÇA

A nova Alepe terá PSB e PSD com nove cadeiras cada, seguidos pelo PP, com sete, e pelo Podemos, com seis. PT terá cinco; PL e PV, três cada; MDB, duas; e União Brasil, Republicanos, PCdoB, Avante e Novo, uma cadeira cada.

Politicamente, a eleição também favoreceu o campo de Raquel Lyra. PSD, PP, Podemos, União Brasil e Avante elegeram juntos 24 deputados. Com o Novo, que apoiou a governadora, o campo chega a 25 cadeiras, exatamente a maioria absoluta da Assembleia.

Já os partidos que estiveram na aliança de João Campos elegeram 21 deputados. As outras três cadeiras ficaram com o PL, enquanto o Novo ocupa uma delas e apoiou Raquel.

A nova Alepe, portanto, chega a 2027 com novos nomes, novas bancadas e uma correlação de forças mais favorável à governadora reeleita.

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