Entre judicialização, questionamentos e enxurrada de pesquisas, DataTrends foi o mais próximo do resultado nas urnas de Pernambuco

A última semana da eleição em Pernambuco foi marcada por uma verdadeira guerra de pesquisas, com números diferentes, judicialização e um ambiente de instabilidade que, em alguns momentos, dificultou a leitura do cenário pelo eleitor.

Na reta final, os levantamentos divulgados no sábado (3) mostraram justamente essa disputa apertada. O Datafolha apontou 49% para Raquel Lyra e 48% para João Campos nos votos válidos. A Quaest trouxe 52% a 47%, enquanto a Múltipla registrou 50% a 48%.

É nesse cenário que entra o DataTrends. O instituto apontou 52% para Raquel e 46% para João, também nos votos válidos.

O DataTrends, porém, chegou à reta final sob uma situação diferente. O instituto foi alvo de questionamentos, judicializações e críticas de setores da política, que chegaram a classificá-lo como tendencioso e ligado a determinado campo político. Também recebeu menos espaço em parte da imprensa, que deu maior destaque a institutos tradicionais.

Nas urnas, Raquel terminou com 53,27%, enquanto João Campos ficou com 44,73% dos votos válidos. O DataTrends, portanto, ficou dentro da margem de erro e apresentou uma diferença de 1,27 ponto percentual para cada candidato em relação ao resultado oficial.

A Quaest também teve uma leitura próxima, com 52% para Raquel e 47% para João. Mas o ponto que chama atenção no caso do DataTrends é justamente o contraste entre o resultado final e todo o ambiente de questionamentos, judicialização e pouca repercussão que cercou o instituto na reta final.

 

Do Júnior Campos

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