Câmara de Serra Talhada aprova remanejamento de R$ 1 milhão para Márcia pagar sentenças judiciais; saiba quem votou contra
A Câmara Municipal de Serra Talhada aprovou, por 10 votos a 3, o Projeto de Lei nº 023/2026, que autoriza a abertura de Crédito Adicional Especial no valor de R$ 1.200.000,00, enviado pelo Executivo.
A proposta prevê a destinação de R$ 1.000.000,00 para pagamento de despesas judiciais, incluindo sentenças e requisições de pequeno valor, e R$ 200.000,00 para o programa Garantia Safra, voltado a agricultores atingidos por perdas na produção.
A votação foi marcada por forte divisão no plenário, com críticas da oposição sobre a forma de tramitação e a junção de diferentes temas em uma única matéria.
O resultado final foi de 10 votos favoráveis e 3 contrários. O vereador Zé Raimundo está licenciado, enquanto André Maio, Antônio Rodrigues e Jaime Inácio estiveram ausentes.
Votaram contra o projeto os vereadores China Menezes, Lindomar Diniz e Antônio de Antenor.
O vereador Antônio de Antenor afirmou que não vota a favor da proposta e criticou a falta de detalhamento.
“Não tem condições de eu votar um projeto desse. Vamos votar contra, porque precisa vir bem detalhado”, disse.
China Menezes também criticou a condução da gestão e apontou falta de prioridade com o homem do campo.
“A gestão não está preocupada com o homem e a mulher do campo. Se estivesse, não estaria agindo dessa forma”, afirmou.
O líder da oposição, Lindomar Diniz, criticou o formato do projeto e afirmou que a unificação de temas distintos dificultou a análise dos vereadores.
“Essa casca de banana faz com que a gente seja obrigado a votar contra por falta de esclarecimento”, disse.
Ele afirmou que não é contra o Garantia Safra nem contra o pagamento de despesas judiciais, mas criticou a falta de planejamento e transparência.
Da base governista, o vereador Giliard Mendes defendeu o projeto e afirmou que houve tempo para análise da matéria, destacando que despesas judiciais são obrigações legais do município.
“Como é que eu vou prever que vou pagar uma indenização se eu não fui acionado?”, questionou.
O vereador Nailson Gomes também defendeu a aprovação, afirmando que o crédito atende a uma necessidade legal da administração pública.
“É necessário para que o município cumpra as despesas judiciais que chegam diariamente ou mensalmente à prefeitura”, afirmou.
