Salário de Raquel vira novo embate: “Tudo dentro da lei”, diz governadora; João completa: “fake news”
Após a veiculação de um direito de resposta da governadora Raquel Lyra, o candidato João Campos voltou a abordar a polêmica envolvendo os vencimentos recebidos pela chefe do Executivo estadual. Em novo vídeo publicado nas redes sociais, João afirmou que os pernambucanos devem conhecer os dados apresentados sobre o tema e classificou o valor recebido pela governadora como um “supersalário inconstitucional”.
No direito de resposta, Raquel havia contestado acusações relacionadas à sua remuneração e ao seu patrimônio. A governadora afirmou que, antes de entrar na política, foi advogada concursada do Banco do Nordeste, delegada concursada da Polícia Federal e procuradora concursada do Estado de Pernambuco.
Segundo a defesa apresentada no vídeo, ao assumir o Governo de Pernambuco, Raquel optou legalmente pela remuneração referente ao cargo de procuradora do Estado, abrindo mão do subsídio de governadora. A peça também sustenta que os vencimentos respeitariam o teto constitucional.
O direito de resposta também rebateu a informação de que o patrimônio declarado por Raquel à Justiça Eleitoral seria de apenas R$ 1. No material, foi apresentado um documento da Justiça Eleitoral indicando R$ 359.498,33 em bens declarados.
Na sequência, João Campos retomou o assunto e convocou os eleitores a acessarem o site “O Maior Salário do Brasil”, criado para apresentar informações e argumentos relacionados à remuneração da governadora.
“A Justiça Eleitoral acaba de permitir que todos os pernambucanos tenham o direito de questionar e de saber o supersalário inconstitucional da governadora, quase três vezes superior ao que é permitido para quem governa Pernambuco”, afirmou João.
O candidato também pediu que os eleitores não acreditassem, segundo ele, em informações falsas e classificou o site como uma ferramenta para que a população conheça “a verdade” sobre o caso.
A troca de vídeos ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral em Pernambuco. De um lado, Raquel Lyra sustenta que sua remuneração decorre de uma opção prevista legalmente para servidores públicos e que seus vencimentos estão submetidos às regras constitucionais. Do outro, João Campos mantém a crítica ao valor recebido pela governadora e afirma que há uma questão a ser discutida pelos eleitores.
DO Júnior Campos

