Sebastião Oliveira entra na polêmica da UTI móvel e discorda de prefeita: “Se eu fosse o gestor, teria pego”

O debate sobre a recusa de uma ambulância de suporte avançado (tipo D / UTI móvel) por parte da Prefeitura de Serra Talhada ganhou um novo capítulo. Durante o tradicional Arraial da Juventude, evento que promove há 20 anos na cidade, o médico e ex-deputado federal Sebastião Oliveira conversou com a imprensa e com o portal Júnior Campos, manifestando uma opinião contrária à decisão da prefeita Márcia Conrado.

Embora tenha iniciado sua fala demonstrando certa cautela em entrar no embate, o médico foi categórico ao afirmar que o município não deveria ter rejeitado o equipamento enviado pelo Governo do Estado.

 

Serra Talhada como referência regional da 11ª Geres

Para contrapor o argumento da prefeita de que o veículo ficaria ocioso por falta de um hospital municipal, Sebastião Oliveira destacou o papel de Serra Talhada como o polo de saúde do Pajeú, centralizando os recursos da 11ª Gerência Regional de Saúde (Geres).

“Acontece que às vezes precisa se fazer remoção intermunicipal e, na 11ª Geres, Serra Talhada é referência para todos os municípios. Inclusive, o dinheiro de Calumbi, Quixaba, de Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde e de todas as cidades que são ligadas à Geres, aportam uma parte aqui em Serra Talhada para atender média e alta complexidade”, explicou Oliveira.

Divergência na conduta de gestão

Mesmo reconhecendo que tanto a prefeita Márcia Conrado quanto o deputado estadual Luciano Duque já apresentaram suas respectivas justificativas públicas, Sebastião pontuou que sua postura diante do repasse estadual teria sido diferente.

“Eu acho que ela não devia ter se recusado, mas, enfim… ela deu as explicações, Luciano deu a dele. Eu, se fosse o gestor, eu teria pego. Mas não sou eu, é Márcia”, concluiu.

 

Do Júnior Campos

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