Serra Talhada enfrenta escalada de acidentes fatais enquanto o governo silencia e transforma o problema em disputa política

Serra Talhada enfrenta um cenário preocupante. Dados oficiais da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) apontam que o município registrou 8 mortes no trânsito entre janeiro e maio deste ano, evidenciando a continuidade da violência viária na cidade.

O levantamento mostra que as vítimas são exclusivamente homens, com concentração nas faixas etárias entre 18 e 64 anos, o que reforça o impacto direto sobre a população economicamente ativa.

Apesar de o dado oficial ainda não incluir junho, já registramos novos episódios com vítimas fatais no município.

No dia 5 de junho, um grave acidente na Avenida Triunfo (PE-365) resultou na morte do mototaxista Josivaldo Alves da Silva, de 42 anos. A colisão envolveu uma caminhonete, em um trecho já conhecido por registros frequentes de acidentes.

Já em 17 de junho, um jovem de 23 anos morreu após uma colisão na BR-232, nas proximidades da Estação do Forró, em mais um acidente que gerou grande repercussão na cidade e reacendeu o debate sobre segurança viária no trecho urbano da rodovia.

Além desses casos, outros acidentes graves recentes em pontos como o acesso ao bairro Vanete Almeida, área crítica devido à recorrência de ocorrências e à falta de iluminação em toda sua extensão.

Esses registros ainda não constam no painel oficial da SDS, que segue atualizado apenas até maio, o que indica que o número real de mortes em 2026 já é superior ao dado consolidado.

 

ILUMINAÇÃO PÚBLICA E SEGURANÇA EM DEBATE

Paralelamente ao aumento dos acidentes, ganha força a cobrança sobre a eficiência da iluminação pública em Serra Talhada, especialmente em vias de grande circulação.

A falta de iluminação adequada em trechos críticos tem sido apontada por moradores como um fator que agrava o risco de acidentes e amplia a sensação de insegurança, não apenas no trânsito, mas também em espaços públicos da cidade.

Apesar de o tema já ter sido levado à Câmara de Vereadores e discutido em agendas institucionais, incluindo movimentações da Secretaria de Infraestrutura em articulação política com representantes em Brasília, até o momento não houve avanço concreto perceptível na execução de melhorias estruturais – principalmente no trecho do perímetro urbano da BR – 232, que segue sem sinalizai e lombadas físicas e eletrônica.

 

SILÊNCIO E DISPUTA POLÍTICA SOBRE PROBLEMAS ESTRUTURAIS

O que chama atenção no cenário atual é que, mesmo diante da repetição dos acidentes e das cobranças públicas, o debate sobre segurança viária e iluminação pública tem sido, tratado mais como disputa política do que como prioridade administrativa.

 

COBRANÇA POR RESPOSTAS E AÇÕES EFETIVAS

Diante do cenário, cresce a cobrança por medidas concretas: reforço da iluminação pública, requalificação de pontos críticos, sinalização adequada e ações permanentes de fiscalização.

Mais do que números oficiais ou registros da imprensa, o que está em evidência são vidas interrompidas e um problema estrutural que segue sem resposta proporcional à gravidade da situação.

 

Do Júnior Campos

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